ARTIGO ACADÊMICO

 

Gustavo Aggio | Estudos Econômicos (SP)

 

Pesquisas recentes na historiografia do pensamento econômico têm evidenciado uma diversidade de tópicos e posições em relação ao comportamento econômico na chamada Revolução Ordinalista. O objetivo deste artigo é recuperar os desenvolvimentos de uma linha teórica que iniciou como crítica aos resultados que se estabeleciam neste movimento. A investigação parte da insistente defesa de W. E. Armstrong sobre a importância da intransitividade da indiferença, baseado em evidências da psicologia experimental que apontavam a impossibilidade de discernimento entre alternativas próximas. Posteriormente, verifica-se como sua ideia foi formalizada por R. D. Luce, um matemático com ampla influência na psicologia, por meio do conceito de semiordem, uma generalização da noção de ordem fraca, a forma padrão de conceptualizar a estrutura de preferências na microeconomia. Por fim, é investigado o papel de P. C. Fishburn neste episódio, considerando que este foi um autor de grande destaque na economia matemática, com diversas contribuições em teoria da escolha individual, sob incerteza e coletiva, inclusive com a hipótese de intransitividade da indiferença.

 

Artigo completo: https://doi.org/10.1590/1980-53575543ga