MÍDIA

 

O economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp, Roberto Alexandre Zanchetta Borghi, defendeu a preservação da soberania brasileira diante das recentes pressões diplomáticas dos Estados Unidos sobre a licitação do terminal Tecon 10, no Porto de Santos.

 

Em entrevista à agência Xinhua, Borghi, ao lado do jurista Paulo Borba Casella, da USP, analisou as implicações das declarações do cônsul-geral estadunidense em São Paulo, Kevin Murakami, que manifestou preocupação com a eventual participação de empresas chinesas no certame.

Para Borghi, a expansão da capacidade do Porto de Santos é um passo fundamental para mitigar o déficit de infraestrutura que atualmente limita o crescimento econômico do Brasil a médio e longo prazo. O economista ressaltou que o projeto Tecon 10 é estratégico para o comércio exterior, dado que o complexo santista concentra os principais fluxos de exportação e importação do país. Nesse contexto, ele defende que o processo licitatório seja conduzido sob critérios de eficiência e clareza, permitindo que qualquer empresa qualificada, independentemente da origem, possa operar o megaterminal.

Ao avaliar a postura de Washington, Borghi sugeriu cautela, enquadrando as declarações diplomáticas em uma disputa geopolítica mais ampla que não deve interferir na autonomia das decisões brasileiras. O professor da Unicamp enfatizou que a cooperação entre Brasil e China no setor de infraestrutura tem apresentado um caráter positivo, materializando-se em projetos que integram redes viárias, ferroviárias e portuárias, essenciais para a logística de exportação e para o desenvolvimento produtivo nacional.

 

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