MÍDIA
Em artigo no portal "A Terra é redonda", Pedro Paulo Zahluth Bastos analisa a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela — culminando no sequestro de Nicolás Maduro — como marco de uma inflexão histórica na política externa norte-americana. Segundo o autor, a chamada “Donroe Doctrine” substitui o discurso liberal por uma estratégia transacional e coercitiva, voltada ao controle direto de petróleo, minerais críticos e cadeias produtivas, no contexto da rivalidade com a China.
Bastos sustenta que a escolha da Venezuela decorre da convergência entre vastas reservas estratégicas, viabilidade política interna para Trump e a possibilidade de reorganizar cadeias regionais excluindo a influência chinesa. As justificativas oficiais — democracia, combate ao narcotráfico e ação humanitária — seriam frágeis e seletivas, funcionando como pretextos para uma operação de domínio econômico.
O texto alerta que o precedente ameaça toda a região, com Cuba, Nicarágua e Colômbia no horizonte imediato, e discute os limites estruturais do unilateralismo coercitivo, destacando o papel do Brasil, da China e dos BRICS na erosão da hegemonia financeira e geopolítica dos EUA. Para o autor, a invasão revela mais fraqueza do que força e reforça a urgência de respostas coletivas no Sul Global para preservar soberania e construir uma ordem multipolar.
Artigo completo: https://aterraeredonda.com.br/o-retorno-do-imperialismo-nu-e-cru-o-sequestro-de-maduro-e-a-doutrina-donroe/
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