MÍDIA

 

A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, incluindo o fim da escala 6x1, recoloca o país em um debate já em curso na América Latina. Reportagem da Forbes Brasil mostra que Colômbia, Chile e México adotaram, nos últimos anos, políticas de diminuição da carga horária semanal, em geral de forma gradual e sem corte de salários, combinando reformas legais com contextos políticos específicos.

Na análise apresentada, o professor José Dari Krein, do Instituto de Economia da Unicamp, contribui para situar essas experiências além da dimensão estritamente econômica. Ao comentar o caso colombiano, ele aponta que a redução da jornada — de 48 para 42 horas semanais — ocorreu em um ambiente de rearranjo político, no qual setores conservadores buscaram ampliar apoio social diante de um cenário eleitoral incerto. Já no Chile, Krein relaciona a mudança diretamente às mobilizações sociais iniciadas em 2019, que pressionaram por revisão do modelo de trabalho e abriram espaço para a agenda reformista implementada posteriormente.

Sua leitura enfatiza que essas transformações são resultado de processos políticos e sociais acumulados, e não apenas de decisões técnicas sobre produtividade ou custo do trabalho. O professor também observa que a reação empresarial segue um padrão regional, com resistência inicial baseada em estimativas de impacto econômico, seguida por negociações que incorporam mecanismos de flexibilização.

 

Notícia completahttps://forbes.com.br/carreira/2026/05/conheca-paises-da-america-latina-que-reduziram-as-jornadas-de-trabalho/