Maria Aparecida Bridi; Fernanda Ribas Bohler; Alexandre Pilan Zanoni; Mariana Bettega Braunert; Kelen Aparecida da Silva Bernardo; Fernanda Landolfi Maia; Zélia Freiberger; Giovana Uehara Bezerra

 

A pandemia da COVID-19 surpreendeu a todos. A alta capacidade de transmissão do coronavírus fez com que o mundo buscasse se adaptar rapidamente e de muitas maneiras, sendo o isolamento social como um dos meios mais eficazes indicado pelas autoridades ligadas à saúde. Para tanto, milhões de trabalhadores e trabalhadoras tiveram suas atividades laborais impactadas e precisaram se ajustarem a uma nova forma de trabalhar, a de exercer suas funções profissionais de forma remota, em home-office. Segundo o IBGE -PNADCOVID19, em maio de 2020, eram 8.7 milhões de trabalhadores em atividade remota.

Pesquisadores da área do trabalho da Universidade Federal do Paraná (UFPR), do Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade (GETS) com parceria da Rede de Estudos e Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista (REMIR), realizaram pesquisa sobre as condições dos trabalhadores, dos diversos segmentos e setores econômicos do Brasil. 

 A pesquisa teve como objetivo principal verificar sob quais condições os trabalhadores do Brasil tiveram que se adaptar à mudança do trabalho presencial para o trabalho remoto em razão da pandemia, em especial em relação: a) ao trabalho que realizam; b) ao setor que pertencem, bem como aos cargos que ocupam; c) as condições ergonômicas, técnicas, de equipamento para a realização do trabalho remoto/home-office; d) dificuldades e facilidades da modalidade em questão; e) alteração de jornada de trabalho, salário e contrato; e) experiência do trabalho remoto/home-office durante  esse contexto.

Artigo Completo 

Relatório de pesquisa