Capítulo II do Relatório Técnico Trabalho Remoto/Home office no contexto da COVID-19: Trabalho docente, setores Público e Privado e questões de gênero - Parte II 

A urgência de se compreender as transformações no mundo do trabalho atualmente faz necessitar um estudo sobre o trabalho remoto, tendo em vista que a pandemia provocada pelo COVID-19 impôs a necessidade do distanciamento social, fazendo com que empresas e instituições adotassem o trabalho remoto para 8,2 milhões de trabalhadores no Brasil, segundo a PNAD-Covid19. Dito isso, este artigo  tem como objetivo apresentar alguns dos resultados da pesquisa no que toca à transição, que se deu de forma quase imediata, para a modalidade remota em razão da pandemia. Os dados, de modo geral, salientam que mulheres e homens vivenciam o trabalho remoto de formas distintas e que as desigualdades entre homens e mulheres persistem no trabalho no contexto do trabalho remoto, uma vez que tarefas domésticas e de cuidado dos filhos permanecerem atribuídas assimetricamente às mulheres.

O presente artigo, traz portanto, os resultados da pesquisa “O trabalho remoto/ home office no contexto da COVID-19”, consequência do esforço em conjunto de pesquisadores e discentes da UFPR (Universidade Federal do Paraná), vinculados ao GETS (Grupo de Estudo Trabalho e Sociedade) e em parceria com a REMIR (Rede de Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista).

A metodologia da pesquisa teve duas abordagens, uma quantitativa que envolveu a analise e descrição dos dados respondidos pelos 906 entrevistados na pesquisa realizada em maior de 2020. Os dados foram tabulados utilizando o software Microsoft Excel, o que permitiu o recorte e a separação das respostas de acordo com o sexo, filhos e avaliação do trabalho remoto. E uma análise qualitativa das respostas abertas, com o auxílio do software KH Coder. Este possibilitou a visualização das redes de coocorrência das palavras mais frequentes e centrais presentes nos relatos de experiência do trabalho remoto de mulheres e homens.

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