No Brasil, o mundo do trabalho vem passando por alterações substanciais. A partir da promulgação das Leis 13.429 e 13.467, ambas de 2017, o referencial de proteção ao trabalhador no país passou a ser outro, tornando-se muito mais permissivo ao exercício do poder diretivo do empregador - desde a fixação dos termos iniciais do contrato de trabalho (inclusive, com a invenção do contrato intermitente) até às consequências pela sua extinção injustificada. As hipóteses da contratação terceirizada de serviços também se ampliou com o intuito de alcançar até mesmo a terceirização dos trabalhadores e trabalhadoras vinculados à atividade-fim da empresa. Foram muitos os aspectos atingidos por essa reforma e pelo contínuo ataque às instituições do trabalho que seguem como opção política da governança do país.

Juntamente com os ataques à institucionalidade trabalhista do país, também sobrevieram as ações de resistência, inclusive da academia. Uma dessas ações foi consubstânciada na publicação do livro "Contribuição Crítica à Reforma Trabalhista", que tem em seu corpo o "Dossiê da Reforma Trabalhista" e pode ser encontrado na íntegra clicando aqui.

As leis citadas no início do texto alteraram a Lei 6.019/1974 e a CLT, respectivamente, e podem ser encontradas nos links: