Em um setembro de polarização nas ruas, entregadores e motoristas por aplicativo realizam pressão por direitos.

Neste último sábado,  dia 11, entregadores por aplicativos digitais realizaram uma paralisação de dimensão nacional contra as empresas-plataforma. Trabalhadores que não são vistos como trabalhadores, que fazem greves que não são vistas como greves. O novo 'Breque dos Apps' reivindicava melhores condições de trabalho e aumento do valor da tarifa.

Chama atenção que essa não é a primeira ação paredista realizada por essa categoria no contexto da pandemia da covid-19, e que apesar da baixa repercussão por parte da mídia tradicional, a mobilização foi articulada em diversos estados brasileiros, realizada num cenário de intensa disputa nas ruas entre defensores da democracia e os do neofascismo.

O breque dos entregadores nos mostra que a luta dos trabalhadores por plataformas digitais e por aplicativos, de modo geral e específico, se dá num árduo percurso de convencimento e mobilização das categorias, bem como de envolvimento do conjunto da sociedade.

Este movimento segue marcado por divergências internas quanto à necessidade do reconhecimento do vínculo de emprego, sendo o maior consenso as críticas ao valor das tarifas, que não são reajustadas há anos — motivo que força os entregadores a prolongarem a jornada à espera de novos pedidos e realizá-los com máxima velocidade e risco para, deste modo, conseguirem maiores rendimentos.

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